Boa tarde a todos. Cumprimento o distinto público e os componentes da mesa.

Honrado e feliz, junto-me, hoje, às mulheres e homens que se reúnem nessa instituição  quase centenária em torno do culto à língua, da literatura e das artes, da celebração da memória e da reflexão sofisticada, sob a inspiração de José de Anchieta, o jesuíta de Tenerife, apostolo e co padroeiro do Brasil, poeta, gramático, teatrólogo e historiador.

Conforto-me, ainda, ao encontrar, na relação dos patronos da Academia Carioca, a figura de Inácio José de Alvarenga Peixoto, que, a partir da Inconfidência Mineira, sonhou com a libertação colonial e a grandeza do Brasil.

Não são outros os propósitos dos que atuam no campo desafiador da educação e da cultura. Afinal – cremos nós –  apenas por meio delas se torna possível erguer e sustentar uma nação de fato independente, em que viva um povo altivo, senhor do seu destino, capaz de resistir à opressão. Presentes em vários municípios brasileiros, as academias desempenham um notável papel no desenvolvimento de suas comunidades, consagrando-se como lugar da produção coletiva e da difusão generosa do conhecimento, e instituindo, também, espaços de convivência elevada e fraterna, de que o dia de hoje é mais uma comprovação.

Sinto-me, pois, especialmente motivado diante da possibilidade de desfrutar da companhia inteligente e agradável dos integrantes dessa casa, em que conto com vários amigos.

A todos, portanto, sou grato por me acolherem de modo tão amável. Estou satisfeito: sei que essa bela casa oferece ambiente adequado à fruição do bom e do belo, propício ao debate refinado de idéias e ao respeito pela sua pluralidade; perfeito para o exercício da divergência serena, mas firme, e da critica construtiva.

Pelo convite para associar-me a esse seleto grupo, agradeço, em particular, à acadêmica Mary Del Priori – uma das mais importantes historiadoras brasileiras-  e ao presidente Ricardo Cravo Albin, cuja liderança criativa, ousada e empreendedora tem resultado em contribuição fundamental à Academia Carioca de Letras, por ele conduzida a uma nova fase de sua história, da qual procurarei participar, com entusiasmo, desde Belo Horizonte, Minas Gerais, estado ligado ao Rio de Janeiro pelas mais sólidas relações de afeto. É isso mesmo: afeto. Existe o mineiro que não ama o Rio?

Presidente Ricardo,

Conte comigo para, no âmbito das atividades da Academia Carioca de Letras, exercitar – ainda com mais paixão – o meu carinho por essa terra, reiterando a bela amizade que sempre uniu mineiros e cariocas.

Mais uma vez, Presidente, o meu muito obrigado.