Este livro é pretensioso. Tentará fugir, com todas as suas forças, do destino da maioria. Sonha com melhor sorte. Não quer ser apenas mais uma daquelas clássicas publicações institucionais, editadas por ocasião de datas comemorativas e destinadas a rápido e seguro esquecimento em fundo de gaveta ou sobre a mesinha de centro de alguma sala de reuniões. Isso não seria justo para com a história do BDMG Cultural, que nada tem de burocrática, fria ou impessoal. Pelo contrário. A trajetória do Instituto Cultural do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais foi construída com paixão, por gente verdadeiramente tocada pelo poder da Cultura e da Beleza, sobretudo pelo impacto que causam sobre a vida das pessoas e a sua chance de ser feliz.

E é esse amor que o livro mostra. A instituição que ora tenho a alegria de presidir não foi fundada no bojo de uma ação qualquer de marketing, planejada para melhorar a reputação ou a imagem do Banco junto aos seus públicos. Ela foi criada pelo gesto fino e sensível de um grupo de gestores que, ainda na década de oitenta, entendeu, no dizer de seu líder, o então presidente do BDMG, Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, que Cultura é Desenvolvimento. E é mesmo. Hoje, a chamada economia criativa mobiliza milhões de reais e gera muitíssimos empregos, sendo fator de inclusão social.

As cadeias produtivas que é capaz de envolver são extensas, potentes, dinâmicas, atraindo tanto os criadores consagrados quanto as novas gerações. Cultura não é despesa, não é gasto, não é supérfluo, não é luxo, não é privilégio. Nem é favor a quem quer seja. Cultura é investimento estratégico no presente e no futuro. Os frutos colhidos pelo BDMG Cultural em seus trinta anos de atuação comprovam que a aposta em sua existência e em seu vigor valeu a pena.

Em três décadas, foram inúmeros os artistas que se beneficiaram das iniciativas do Instituto. Muitos talentos floresceram e prosperaram graças às oportunidades por ele oferecidas, levando o nome de Minas mundo afora. Premiado pela conduta responsável dos diretores que por ele passaram, o BDMG Cultural soube conquistar o respeito de todos pela consistência e pela credibilidade de seus programas. Também por sua longevidade, vários deles já são referências importantes na cena cultural do estado e do país.

Nos últimos quatro anos, com o apoio decidido do presidente do BDMG, Marco Aurélio Crocco Afonso, e de sua equipe, o Instituto ampliou significativamente o volume de suas atividades, participando de modo singularmente intenso da vida dos mineiros. Por meio da realização de seminários, ciclos de debates e conferências, consolidou seu papel como núcleo produtor e divulgador de conhecimento, reflexão e crítica sobre temas caros à convivência humana, contribuindo ainda mais para o avanço da cidadania e para a construção de uma sociedade mais inteligente e mais bem informada.

É um pouco de tudo isso que o competente jornalista João Carlos Firpe Penna conta nas páginas que seguem.

Boa leitura. E que venham os próximos trinta anos!