O acervo de arte do BDMG Cultural: Eclético, democrático, abrangente e acessível a todos

Fundado em 1988, o Instituto Cultural do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais completou três décadas fiel à missão que até hoje justifica a sua existência: fomentar a Cultura e as artes produzidas pelos mineiros. Entendida como vetor do desenvolvimento econômico e como fator de inclusão, capaz de mobilizar uma cadeia produtiva extensa e dinâmica e responsável por gerar emprego e renda para milhares de pessoas, a Cultura é o solo a partir do qual o povo ergue as suas identidades, alimenta sua alma e projeta os seus sonhos. É como a água, sem a qual a vida é uma impossibilidade.

Formado sobretudo por obras já expostas em sua Galeria, localizada no Edifício Professor Darcy Ribeiro (anexo à sede do Banco), o acervo artístico do BDMG Cultural conta um pouco da história das artes visuais em Belo Horizonte e no estado desde os anos oitenta. Eclético, contempla as mais distintas expressões do campo, sem restrições técnicas ou temáticas de nenhuma natureza. Democrático, acolhe – com generosidade e sem preconceito – as manifestações mais tradicionais e, igualmente, as mais ousadas e inovadoras, numa atitude saudável e necessária de plena abertura às novas linguagens, às vanguardas e à experimentação. Abrangente, abriga representantes de várias gerações de criadores, o que a ele confere uma de suas maiores riquezas.

Exposta nesse catálogo – em que também mereceu apurada análise de Márcio Sampaio e Marconi Drummond – a referida coleção se consagra, pois, como importante ponto de referência para se entender os percursos das artes visuais no estado nas últimas três décadas. Fundamental para a pesquisa e o estudo sobre os trabalhos dos artistas mineiros, o presente volume também servirá para divulgá-los e popularizá-los. Patrimônio público, o acervo artístico do BDMG Cultural deve ser usufruído por todos, dos mais variados modos. Recentemente dotado dos meios ideais à sua preservação e à sua segurança, a partir de agora ele também poderá ser visto pela internet, na “Galeria de Arte virtual” inaugurada no site do Instituto, mais uma iniciativa destinada a democratizar o acesso ao que ele oferece. Afinal, foi-se o tempo em que a Cultura era artigo de luxo, de circulação limitada e público selecionado, geralmente pela renda. Cultura não é privilégio. É direito. E é com base nesse pensamento que o BDMG Cultural quer seguir adiante e celebrar seus próximos trinta anos…