Boa noite a todas e a todos.

Sejam muito bem-vindos ao concerto comemorativo dos trinta anos do BDMG Cultural.

Essa bela casa foi fundada pela visão arrojada e o gesto decisivo de Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, então presidente do BDMG e um dos mais ativos e empreendedores líderes de Minas Gerais.

Naquele momento, impôs-se, com vigor, a ideia de que Cultura é desenvolvimento Econômico e Social.

Cultura não é gasto inútil, não é despesa desnecessária, não é supérfluo, privilégio ou favor a quem quer que seja.

É investimento. E investimento estratégico no presente e no futuro.

Razão pela qual a Cultura é tarefa coletiva e fundamental, que deve reunir o Estado, a iniciativa privada e todos os segmentos da sociedade, sem prescindir de nenhum deles.

Não existe povo emancipado sem o pleno acesso à sua cultura. Privado do contato com as manifestações culturais que erguem e alimentam as suas identidades, o povo fica triste, a vida fica pobre, os sonhos se tornam pálidos, a ideia de felicidade se torna distante.

Ciente disso, o constituinte de 88 consagrou a Cultura como direito de todos. Minas Gerais entrou rapidamente em sintonia com essa nova realidade jurídica.

Dois meses depois da promulgação da Carta Magna, o BDMG Cultural abriu suas portas aos cidadãos mineiros. De lá para cá, instalou e ampliou – em várias áreas – políticas e programas de fomento às artes.

Estimulou e apoiou, de forma decisiva, gerações de criadores de todos as regiões do estado. A carreira de muitos deles floresceu e prosperou graças ao impulso dado pelo BDMG Cultural.

No campo da música, o BDMG Instrumental completou 18 anos reconhecido em todo o país pela sua credibilidade. Os programas Jovem Músico e Jovem Instrumentista continuam a atrair a atenção dos novos, dando a eles preciosa chance.

Os Prêmios Marco Antonio Guimarães, criado há 15 anos, e Flávio Henrique, instituído no começo desse ano, são incentivo importante aos realizadores musicais. O projeto “Dois na quinta” viabilizou encontros valiosos entre os artistas mineiros, numa alegre celebração da nossa música popular.

O Coral do BDMG, regido com excelência pelo maestro Arnon de Oliveira, percorre Belo Horizonte e Minas Gerais encantando os mais distintos públicos pela qualidade e beleza de suas performances.

Nas artes visuais, instalada no Edifício Professor Darcy Ribeiro, anexo à sede do Banco, a Galeria de Arte do BDMG Cultural completa também trinta anos de parceria com os criadores do estado.

Seu acervo, hoje, é valiosa mostra do que se fez de melhor na cena das artes plásticas mineiras nas últimas três décadas.

Em breve, praticamente todo esse acervo estará disponível no site do Instituto, para fruição de todo aquele que se interessa pela arte feita em Minas. É o projeto Galeria de Arte virtual, já em fase final de implantação.

Outra novidade, já aprovada, por unanimidade, pela diretoria do Banco, é a criação da segunda Galeria de Arte do BDMG Cultural, a Galeria de Arte Henfil, especializada em artes gráficas e fotografia.

Nas artes cênicas – teatro, dança e circo – o BDMG Cultural lança, todo ano, o edital do projeto “Trilhas da Cultura”. No campo do cinema, em parceria com a Fundação Clóvis Salgado, ele promove o Concurso de curtas metragens de baixo orçamento, responsável por revelar, desde a sua primeira edição, talentos que hoje são premiados em vários festivais de cinema país afora.

Na seara dos estudos históricos, reativamos agora o Premio Diogo de Vasconcelos, que existiu em Minas entre 1977 e 2004, quando foi extinto. De volta, ele premiará com dez mil reais o melhor trabalho de pesquisa histórica produzido nos últimos cinco anos. O edital está aberto e as inscrições vão até o dia 19 de fevereiro do ano que vem.

Se o BDMG Cultural é muito ativo na realização de projetos culturais, nos últimos quatro anos ele também se firmou como importante centro produtor e difusor de conhecimento, reflexão e crítica, promovendo ciclos de debates, conferencias e palestras.

Associando-se a universidades e a centros de pesquisa, o Instituto agora também oferece ao público mineiro um espaço saudável e plural onde é possível pensar e debater livremente, em interlocuções de alto nível e que respeitam a inteligência de todos.

Finalmente, é importante lembrar que só foi possível ao BDMG Cultural chegar até aqui porque, ao longo de sua história, seus dirigentes souberam honrar e continuar o trabalho desenvolvido por todos os seus antecessores, o que é uma raridade no Brasil. Graças a essa conduta madura e republicana, o Instituto pôde construir uma sólida reputação perante a comunidade mineira. Rendo, pois, nesse momento, a devida homenagem aos ex-presidentes do Cultural: Silviano Cançado Azevedo, Fernando Oliveira de Sá, Cyro Siqueira, Mauro Santayanna, Marília Salgado, Jota Dangelo, Washington Melo e João Paulo Cunha.

Nada do que o BDMG Cultural faz hoje também de nenhuma forma seria possível sem o trabalho entusiasmado e comprometido da sua equipe de funcionários, de seus conselheiros, e da diretoria do BDMG, comandada com brilho pelo professor Marco Aurélio Crocco, de quem o BDMG Cultural sempre
mereceu apoio integral. O mesmo deve ser dito do Secretário de Estado da Cultura, Angelo Oswaldo de Araujo Santos e do Governador Fernando Pimentel.

A todos, a gratidão do Instituto.

Termino essas palavras breves renovando minha admiração pelos artistas mineiros, por quem trabalhamos, e reiterando a crença de que a Cultura e as artes são fontes potentes para a invenção de outros mundos. Mundos que são não só possíveis, como extremamente necessários.

Muito obrigado!