A Cultura como fundamento

Fundado em 14 de dezembro, pouco mais de dois meses após a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Instituto Cultural do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG Cultural) nasceu sob a égide do ordenamento jurídico instituído no país pelo poder civil. O artigo 215 da Carta Magna é claro: cabe ao Estado garantir o pleno exercício dos direitos culturais. Cultura, pois, não é favor, privilégio ou matéria supérflua. É direito. Como se lê no texto constitucional, deve o Estado assegurar o acesso às fontes da cultura nacional e o apoio e o incentivo à valorização e à difusão das manifestações culturais.

Não tem sido outra a missão do BDMG Cultural, ao longo de três décadas de atuação. Fiel ao seu DNA e fortalecido pela convicção de que a Cultura é, também, motor do desenvolvimento econômico e fator de inclusão social, o Instituto construiu uma trajetória de credibilidade e consistência, traduzida em reputados programas de promoção de variadas expressões artísticas, entre as quais se sobressaem a música, as artes visuais, as artes cênicas (teatro, dança e circo) e o cinema.

A formação das novas gerações igualmente mereceu a atenção do BDMG Cultural, no decorrer dos anos. São inúmeros, a essa altura, os talentos que ajudou a revelar e que se firmaram, com brilho, no cenário nacional.

O patrocínio do BDMG Cultural ao valioso Ciclo de Conferências anualmente realizado por Adauto Novaes é mais uma prova de seu compromisso com a Cultura. Nesse caso, com uma de suas dimensões fundamentais: a produção do pensamento e da reflexão profunda e sofisticada. Que esse importante momento de encontro da inteligência nacional com o público das grandes cidades brasileiras tenha vida longa. O país agradecerá.