A mais antiga entidade representativa da categoria dos advogados no país, o Instituto dos Advogados Brasileiros, com sede no Rio de Janeiro, é fundado em 1843, no Imperial Colégio Pedro II. Embrião da Ordem dos Advogados do Brasil, o IAB antecede em trinta e um anos a fundação do Instituto dos Advogados de São Paulo, por iniciativa de cerca de quarenta advogados, juristas e professores da Academia de Direito do Largo do São Francisco. Já o Instituto dos Advogados de Minas Gerais chega em 1915. Na sessão preparatória realizada no salão da Congregação da Faculdade de Direito, em Belo Horizonte, Mendes Pimentel é aclamado como o primeiro presidente da instituição, que é instalada formalmente no dia 7 de abril do referido ano, no salão do júri do Palácio da Justiça, na capital mineira.

Na década de trinta, é forte a articulação do IAMG em favor da criação da OAB, finalmente constituída em 18 de novembro de 1930. A Constituinte de 1934 é outro importante momento da vida brasileira que suscita a manifestação do instituto mineiro. São diversas as sessões em que seus integrantes debatem o anteprojeto da Constituição, das quais participam, entre outros, Lincoln Prates, Jair Lins, Odilon Andrade, Milton Campos e Júlio de Carvalho. Em 30 de abril do mencionado ano, o IAMG encaminha representação à Assembleia Constituinte defendendo o voto direto nas eleições presidenciais e o princípio da proporcionalidade para a constituição do Poder Legislativo federal.

Escreve o professor Raul Machado Horta que, durante a vigência do Estado Novo (1937 – 1945), o IAMG não se omite nem interrompe suas atividades. No mesmo texto, o célebre jurista registra a ativa participação da delegação mineira no Congresso Jurídico Nacional, em 1943, ressaltando a posição de vários membros do Instituto em defesa da redemocratização do país. Iniciativa importante no mesmo sentido é a redação do “Manifesto dos Mineiros”, cujas origens Darcy Bessone identifica como ligadas à atuação de membros do IAMG, então presidido por Estevão Pinto.

Durante os anos finais da ditadura militar, o IAMG se articula em favor da reconstitucionalização do país. Em 81, organiza seminário de Direito Constitucional, quando reúne em Belo Horizonte os mais destacados juristas brasileiros e lança debates fundamentais. Em 85, o IAMG programa a realização de simpósio sobre temas constitucionais, quando pretende abordar temas como o Direito do Trabalho, o Direito Previdenciário e a Reforma Agrária. No ano seguinte, decide realizar outro simpósio, nele incluindo assuntos como o Direito de Greve, a Justiça do Trabalho e a Organização Sindical Brasileira. Em 87, a agremiação inicia a série de encontros da Comissão de Estudos Constitucionais, visando contribuir para com os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte que promulgou, em 88, a nova Carta Magna.

A partir da última década do século vinte, o Instituto se moderniza para acompanhar as evoluções verificadas no seio da sociedade brasileira. Amplia seus horizontes e passa a receber cada vez mais mulheres e jovens em seus quadros. Na memorável presidência de José Anchieta da Silva, se articula, em nível nacional, com outros institutos estaduais, o que resulta na criação do Colégio de Presidentes de Institutos do Brasil. Com a posse de Felipe Martins Pinto, em 2017, comprova sua plena sintonia com as novas gerações, fortalecendo as perspectivas de uma atuação firme e destemida na defesa do Direito.