Boa noite a todos.

Cumprimento o distinto público e os membros da Mesa.

Agradeço, inicialmente, à Fundação João Pinheiro, pela bela parceria firmada com o BDMG Cultural, o que permitiu a realização do Seminário do Plano Estadual da Economia Criativa e que possibilita, agora, a realização desse Colóquio Devolutivo.

Desde a sua fundação, em 69, a FJP vem contribuindo enormemente para a formulação das políticas públicas no estado e, ainda, para a recuperação de informações fundamentais ao seu desenvolvimento, entre as quais destaco as informações de natureza histórica.

É louvável o trabalho da Fundação no resgate da história de Minas, por meio de suas pesquisas e suas publicações. Registro que, também com o apoio do BDMG Cultural, estamos a ponto de lançar valiosa publicação sobre a História das Estatísticas Oficiais do Estado de Minas Gerais.

Agradeço também e mais uma vez ao presidente do BDMG, professor doutor Marco Aurélio Crocco, pelo decidido e entusiasmado apoio ao BDMG Cultural, visto, a partir de sua gestão, como um verdadeiro centro de reflexão profunda e sofisticada sobre os grandes temas que movem o mundo contemporâneo, entre os quais está o tema da economia criativa.

Sob a gestão Marco Aurélio Crocco, o BDMG criou uma linha especial de crédito para a economia criativa, iniciativa que, em pouco tempo, já conseguiu resultados expressivos. Que o futuro nos traga mais avanços. Pois bem.

É com grande prazer que o BDMG Cultural recebe, em sua casa, este importante evento, resultado de longo e importante processo de discussão coletiva e democrática. O fruto será apresentado agora, na presente sessão. O Colóquio devolutivo trará à luz a rica sistematização de informações obtida a partir do Seminário aqui realizado há algum tempo. Informações valiosas tanto para o gestor público quanto para o agente cultural.

No ano em que completa três décadas de vida, o BDMG Cultural reafirma, nessa noite, seu pleno compromisso com toda a extensa cadeia produtiva mobilizada pela economia criativa em Minas Gerais.

Fundado no ano em que a Constituição Federal consagrou o direito à cultura, o Instituto Cultural do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais mantém vivo e forte o seu compromisso com as razões que justificaram a sua criação.

Acredita no fomento à Cultura e às Artes como fundamental para o seu impulsionamento.

É, sim, tarefa do Poder Público garantir e facilitar a fruição e o acesso do povo aos bens culturais e às experiências estéticas.

Cultura não é favor, privilégio ou matéria supérflua. É direito da cidadania, fator de inclusão social e, mais que isso, motor do desenvolvimento econômico, princípio pelo qual sempre se orienta a ação do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, desde 1962.

Cultura é assunto de interesse público, que não ser esquecida pelos governantes nem reservada exclusivamente à iniciativa privada, guiada por outros valores, regida, geralmente, pelos humores e pelos caprichos do mercado.

Era essa, em resumo, a mensagem que julguei necessário transmitir nessa noite.

Boa sessão a todos.

Muito obrigado.